Os rótulos dos alimentos têm muito mais a dizer do que você imagina

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Na hora de escolher entre um produto e outro no supermercado, você presta mais atenção a quê?

  • (a) Informações nutricionais
  • (b) Marca
  • (c) Número de calorias
  • (d) Preço

 

Se você marcou a primeira opção, certamente lê o verso dos rótulos. Muitos produtos estampam na embalagem palavras como “zero”, “light”, “integral”, “fit”, mas quando vamos conferir na lista de ingredientes e tabela nutricional, descobrimos que não são tão saudáveis quanto prometem

 

O rótulo com informações nutricionais é obrigatório por regra da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas mesmo com toda a informação disponível, muita gente não sabe como ler e entender o que está escrito no rótulo.

 

Em todos os produtos industrializados é possível encontrar algumas informações básicas, como: porção e medida caseira, percentual de valores diários recomendados e lista de ingredientes.

 

Porção – é a quantidade média do alimento que deve ser consumida para promover uma alimentação saudável. Lembre-se que os valores apresentados são referentes a UMA porção, e não ao pacote inteiro. No caso de biscoitos, por exemplo: 2 biscoitos representam uma porção, mas o pacote inteiro tem 20 unidades, ou seja, 10 porções.

 

Medida caseira – é a forma como as pessoas costumam medir e consumir o alimento na hora de servir (fatias, colheres de sopa, unidades, etc).

 

Percentual de valores diários recomendados – este número indica quanto o produto apresenta de nutrientes em relação a uma dieta de 2.000 calorias. Vale aqui um lembrete: estes valores são somente uma referência, pois dependendo do estilo de vida e dos objetivos de cada um, ele pode variar. A menos que você esteja fazendo uma dieta específica por motivos médicos, não há necessidade de eliminar qualquer macronutriente da sua dieta para se manter saudável!

 

A lista de ingredientes – Os ingredientes que compõem um alimento devem vir listados na ordem decrescente, ou seja: primeiro aparece o ingrediente em maior quantidade, seguido do segundo, e assim por diante. É importante ler com atenção esta lista para não cair em armadilhas muito comuns como a do pão integral (que diz ser integral, mas tem como principal ingrediente a farinha refinada) e de alguns sucos (que passam a ideia de serem mais naturais, mas têm o açúcar como principal ingrediente na lista). Evite também produtos que tenham uma lista de ingredientes muito longa.

 

Para que essas informações sejam realmente úteis, é importante compreender o que significam e como interpretá-las. Por isso, separei uma lista para ler os rótulos sem complicação

 

Cinco dicas para dominar a arte de ler os rótulos de alimentos

 

1 – Se puder, evite alimentos industrializados. Quanto mais alimentos frescos e próximos do natural, melhor. Para terem o prazo de validade estendido, estes produtos geralmente recebem conservantes e doses extras de açúcar e sal (para realçar o sabor). Quanto mais processado for o alimento, mais chance de ter na sua composição aditivos artificiais que podem ser tóxicos para o organismo. Quando é inevitável, basta optar por produtos menos processados.

 

2 – Tenha atenção ao tamanho da porção que consome de cada alimento. Isso não significa contar o número de chips que você comeu, mas ficar atento a quanto isso representa em relação ao pacote inteiro, para ter uma noção melhor das calorias e nutrientes ingeridos.

 

3 – Nem sempre o produto que tem menos calorias é o mais saudável. Preste atenção a todos os elementos do rótulo, como proteínas, fibras, gorduras e demais nutrientes.

 

4 – A qualidade do produto é facilmente avaliada pela lista de ingredientes. Evite consumir produtos que tenham na lista de ingredientes produtos e elementos difíceis de pronunciar. Parece besteira, mas quanto mais simplificada for a lista de ingredientes, mais natural e saudável tende a ser o alimento.

 

5 – Modere o consumo de alimentos que tenham níveis elevados ou cujos primeiros ingredientes sejam gorduras, óleos, sal, açúcar, sacarose, mel, melaço ou ainda outras formas de açúcar (por exemplo: maltose, lactose, glucose, frutose, dextrose, xarope de açúcar invertido, etc).


* Toda orientação alimentar deve ser realizada por Nutricionista. Consulte sua Nutricionista e/ou Médico para orientações quanto à suplementação.

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