Conheça o marcador que aponta risco de diabetes antes de exame mostrar glicose alta

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Atualmente, o diagnóstico de diabetes tipo 2 é feito quando os marcadores de concentração de açúcar no sangue mostram níveis acima de um certo limite. Mas o organismo já apresenta diversas alterações metabólicas muitos anos antes da elevação do nível glicêmico aparecer.

 

Foi isso que mostrou um estudo realizado nos Estados Unidos: segundo os pesquisadores, alterações em proteínas que transportam o colesterol no sangue podem ser detectadas e utilizadas como um novo marcador para o risco de da doença.

 

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É importante ressaltar que não se trata de um novo método diagnóstico, mas sim de um marcador de risco. A partir da detecção desse risco, é possível adotar uma abordagem que poderá evitar a instalação da doença e as complicações que frequentemente a acompanham.

 

Com o cardiologista brasileiro Paulo Harada como autor principal, a pesquisa foi realizada por um grupo de cientistas na Universidade de Harvard, nos EUA, e publicada na revista científica Journal of Clinical Lipidology.

 

Anos antes do diagnóstico de diabetes, já ocorre um processo de resistência insulínica – a incapacidade dos órgãos para absorver glicose em resposta à insulina. Porém, os desequilíbrios na taxa de açúcar do sangue são compensados por uma maior produção de insulina pelo pâncreas e é quando o pâncreas deixa de fazer essa compensação que a doença aparece.

 

“Na trajetória que antecede a diabete, a resistência insulínica está presente precocemente e já promove uma série de alterações nas subpartículas de lipoproteínas que têm a função de transportar o colesterol no sangue. O marcador se baseia na análise das concentrações de três dessas lipoproteínas: VLDL, LDL e HDL”, explicou o cardiologista em entrevista ao jornal Estado de S.Paulo.

 

A partir dos valores das concentrações dessas lipoproteínas, os pesquisadores criaram um marcador que foi chamado “LPIR”, que consiste em uma pontuação que vai de 0 a 100. Quanto maior o valor, maior o risco de diabetes.

 

Para validar o novo marcador, foram analisados dados de 25 mil mulheres saudáveis que foram acompanhadas ao longo de 20 anos nos Estados Unidos. A pesquisa concluiu que o LPIR estava associado a um risco maior de diabete mesmo nas mulheres sem histórico familiar da doença e com peso, glicose e outros parâmetros normais.

 

As pesquisas para que o marcador seja utilizado clinicamente em avaliações de risco de diabete ainda têm um longo caminho pela frente, mas essa notícia vale como lembrete da necessidade de manter um estilo de vida saudável, com alimentação correta e exercícios físicos, já que a doença pode levar décadas antes de revelar os seus sintomas.

 

Fonte: Harada, P. H., Demler, O. V., Dugani, S. B., Akinkuolie, A. O., Moorthy, M. V., Ridker, P. M., Cook, N. R., Pradhan, A. D. & Mora, S. (2017). Lipoprotein insulin resistance score and risk of incident diabetes during extended follow-up of 20 years: The Women’s Health Study. Journal of Clinical Lipidology.

 


* Toda orientação alimentar deve ser realizada por Nutricionista. Consulte um(a) Nutricionista e/ou Médica(o) para orientações sobre suplementação.

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