Probióticos: aliados importantes na prevenção e no tratamento de diabetes

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Você certamente já ouviu falar nos probióticos, certo? São micro-organismos vivos encontrados em alimentos e suplementos dietéticos que estimulam a multiplicação de bactérias benéficas para o nosso organismo.

Na verdade, o nosso corpo é habitat para milhares de bactérias, que “trabalham” a nosso favor, por isso a importância de cuidar do equilíbrio dessas colônias.

A importância dessas colônias é tanta, que o intestino humano é chamado de “segundo cérebro”. A microbiota (conhecida como flora intestinal) tem um papel importante nesse equilíbrio e, consequentemente, na nossa saúde também. Nossa relação com elas é pacífica e proveitosa para os dois lados: elas conseguem obter nutrientes necessários para sobreviver e, em troca, regulam o nosso organismo.

Por este motivo, o número de pesquisas que investigam os efeitos da ingestão de probióticos como estratégia para promover a saúde tem aumentado. Só que os benefícios vão muito além da função intestinal regulada e saudável.

 

Probióticos e diabetes

No caso das pessoas com diabetes, os probióticos têm sido indicados como aliados de peso por desempenharem um papel importante na gestão da doença.

Estudos apontam que os probióticos têm efeitos benéficos sobre o controle glicêmico. Os probióticos desempenham um papel efetivo na melhoria da glicose plasmática de jejum (fasting plasma glucose – FPG) e ajudam a manter os níveis de insulina.

Tudo isso é consequência da modulação lipídica, o aumento dos fatores antioxidantes e a redução dos marcadores pró-inflamatórios que geralmente resultam da suplementação com probióticos.

 

Como manter a microbiota saudável?

É possível prevenir, ou até reverter, desequilíbrios na microbiota intestinal. A flora pode ser modulada para que as bactérias do bem vivam em paz ou voltem a reinar. E isso pode ser feito via suplementação (com cápsulas e sachês) ou pela alimentação, quando se investe nos probióticos, lácteos enriquecidos com micro-organismos benéficos à saúde. Os mais conhecidos são as sub-cepas de Lacto-bacillus e Bifidus, facilmente encontrados em iogurtes e cápsulas.

Mas é importante ter atenção ao rótulo: nem todo iogurte, por exemplo, é probiótico. Repare se a embalagem informa isso e qual sua concentração de bactérias, medida em UFC (unidade formadora de colônia). Idealmente, o produto precisa ter de 2 a 10 bilhões de UFC por dose.

 

Quatro fontes naturais de probióticos

Os iogurtes são a forma mais conhecida, mas é fácil encontrar outras fontes de probióticos naturais:

Kefir – É uma bebida fermentada por dezenas de tipos diferentes de micro-organismos em sua colônia, incluindo as leveduras, o que garante um alimento rico em probióticos. O kefir pode ser cultivado de várias formas, as mais comuns são leite e água. O sabor e o aroma do kefir variam de acordo com a ação metabólica das bactérias e leveduras presentes nos grãos de kefir.

Kombucha – É produzido a partir da fermentação do chá preto, misturado com açúcar. A cultura de Kombucha se alimenta do açúcar e, na troca, produz outras substâncias valiosas que fazem da bebida um “remédio natural”. Dentre outras substâncias, o álcool de 0.5% a 1% também é produzido, mas não caracteriza bebida alcoólica.

Chucrute – É uma conserva de repolho fermentado. Além de ser fonte de vitamina C também tem grande quantidade de probióticos. A receita mais tradicional de preparação é a que utiliza apenas repolho, água e sal.

Missô – É um ingrediente tradicional da culinária japonesa feito a partir da fermentação do arroz, cevada e soja com sal. O resultado é uma pasta usada principalmente para fazer a sopa de missô. Devido ao processo de fermentação também é rico em probióticos.

 

Fonte: Razmpoosh, E., Javadi, M., Ejtahed, H. S., & Mirmiran, P. (2016). Probiotics as beneficial agents in the management of diabetes mellitus: a systematic review. Diabetes/metabolism research and reviews, 32(2), 143-168.

 


* Toda orientação alimentar deve ser realizada por Nutricionista. Consulte sua Nutricionista e/ou Médico para orientações quanto à suplementação.

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